Porque toda a gente tem direito a um post wee.
January 25, 2008

Evoluir
January 23, 2008

Entre tralhas, estudos e encontros erásmicos esporádicos, lá me vou lembrando que esta viagem começa a chegar ao fim e que há muita coisa para levar para Lisboa.
Neste momento, sinto que não me poderei esquecer de trazer as boas pessoas que conheci, seja como for. Que não me poderei esquecer do valor que aprendi a dar a Lisboa, venha o que vier. Que não poderei deixar para trás esta vontade enorme de sair à rua e procurar construir ou ser alguma coisa, seja o que for.
Erasmus acordou-me e lembrou-me que ninguém tem lições estudadas.
Make a View é apenas o reflexo de uma vontade que nasceu por cá. É verde, é inexperiente, é de quem está aprender. Mas é, definitivamente, algo que não acaba aqui.
Real Madrid
January 15, 2008

Amanhã finalmente vou à bola! Real Madrid contra o Mallorca para a Taça. O Real perdeu na primeira mão, portanto deve valer a pena.
Valerá com certeza. Nem que seja porque a ETA fez uma ameaça de bomba para os próximos três jogos do Real, o que significa que poderei levar a máquina.
Agora sem brincadeiras, o Filipe falou com os espanhóis que disseram que as ameaças com vários de antecedência da ETA não são para levar a sério. Apenas quando avisam uma hora antes que um carro vai explodir não sei onde é que devemos pensar duas vezes.
Seja o que a ETA quiser.
[num post quase sem caracteres nenhuns consegui dizer 8 vezes "que".]
Cidade com vida
January 12, 2008
Passaram-se três semanas de descanso em Lisboa. Depois de Itália, foi tempo para receber mais uma leva de amigos, ver os lugares do costume, ter tempo para ver neve no Escorial e partir apressadamente para o Natal e o Ano Novo na minha terra.
E agora, de volta a Madrid, sinto que voltei menos amedrontado, menos assustado, mesmo sabendo que ia ter um mês de estudo pela frente (by the way, tive um Notable no primeiro exame) e que provavelmente não teria tempo para estar com as boas pessoas que encontrei por cá.
Logo na primeira aula de fotografia fiquei abismado com as fotos de uma colega da Roménia, a Luisa. Cheguei cá e senti que a rotina, o dia-a-dia assegurado em Lisboa e os círculos que frequento quase me faziam perder um combóio que nunca quererei perder. O dos projectos de vida, dos sonhos, da producção de hobbies artísticos, de ambições pensadas.
Só quero poder voltar para Lisboa e não me esquecer do que aprendi, fui e cresci em apenas 4 meses por Madrid. Esta cidade que me encanta, que dá oportunidades a quem luta (a Luisa foi convidada meia hora depois para trabalhar e ser paga num Atelier de fotografia publicitária), que tem muitos defeitos, mas que tem certo tipo de qualidades que conquistam qualquer um.
Apeteceu-me escrever porque saí à rua. Ouvi português e mais umas três línguas diferentes, nadei no meio de uma multidão de pessoas de um mundo inteiro, furei filas para teatros, comprei dois livros numa livraria que estava a abarrotar e furei os tímpanos com os apitos dos polícias.
Acho que com os meus amigos e família cá, vivia aqui mais um ano.